Paprika – Resenha

Publicado: 27 de dezembro de 2010 em Animes
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Howdy?!

 

Não é de hoje que o universo dos sonhos é explorado por filmes, desenhos, animes, livros, mangás, etc. O anime Paprika se passa nesse universo misterioso que fascina a humanidade desde era mitológicas. É surpreendente a forma como o anime apresenta o mundo dos sonhos, é o mais próximo do real que já vi. Vale a pena conhecer.

Paprika é um anime de 2006, dirigido por Satoshi Kon, baseado num livro de 1993 do autor Yasutaka Tsutsui, produzido pela Mad House e distribuído pela Sony Entertainment. Quando você lê os nomes Mad House e Sony juntos, já pode esperar algo grandioso e extremamente bem feito. E este anime é justamente isso, a fusão do que há de melhor nessas duas grandes empresas de entretenimento.

Satoshi Kon

Yasutaka Tsutsui

 

Mas  vamos à história.

 

Paprika é um thriller psicológico que se passa num futuro, não muito distante, mas não precisado. Nesse futuro foi desenvolvido um aparelho que permite a entrada, interação e visualização dos sonhos das pessoas por outras. O nome dessa tecnologia é: DC Mini. Ele foi desenvolvido por 3 amigos cientistas, Dra. Atsuko Chiba, Dr. Kōsaku Tokita e Dr. Kei Himuro. Na realidade o aparelho foi idealizado pelo Dr. Kōsaku Tokita e o Dr. Kei Himuro, com o objetivo de apenas explorar o mundo dos sonhos. Para que fosse possível para as pessoas, entrar conscientemente nos sonhos, se divertir, construir seu próprio mundo.

DC Mini

 

Atsuko Chiba

 

Kōsaku Tokita

Kei Himuro

 

No entanto existem 2 pessoas que usam esse aparelho com objetivos diferentes, uma delas é Paprika e ela utiliza o DC Mini para tratamento de traumas psicológicos. E a outra pessoa é justamente o grande mistério de todo o anime, alguém que roubou um dos exemplares do aparelho e está usando-o para invadir os sonhos dos seus criadores e fazendo-os compartilhar o mesmo sonho e confundi-lo com realidade. Sendo que um dos criadores desapareceu na mesma época que o DC Mini foi roubado.

Paprika

Então começa a caçada! Os dois inventores restantes movem mundos e fundos para descobrir quem roubou o invento, quem está utilizando e o porque. A princípio apenas os inventores, que tiveram o sonho invadido, correm o perigo de confundir sonho com realidade. Mas num determinado momento o instituto de pesquisa em que o DC Mini foi desenvolvido passa a ser o epicentro desse tipo de fenômeno. Cada vez mais pessoas tem o seu sonho invadido por outro sonho, chamado pelo diretor do anime como: O Desfile de Tudo. O sonho que o ladrão do aparelho usa em suas invasões.

Desfile de Tudo

 

É como se o mundo dos sonhos fosse algo compartilhado por todos os humanos. É como uma dimensão que temos todos direito a um determinado espaço para sonhar. Quando esse mundo começa a ser invadido, as “paredes” entre esses espaços começa a enfraquecer e os sonhos de várias pessoas se misturam. Mais do que isso, a confusão é tanta que os humanos começam a confundir sonho com realidade. E esse efeito só pode ser revertido se o ladrão for parado, com isso as invasões cessam e o equilíbrio do mundo dos sonhos volta ao normal. O anime se desenrola nesse enredo. E eu não vou me estender muito para não dar spoiler.

 

Vamos agora à minhas opiniões.

 

Durante o anime muitas questões são levantadas é uma história rica e interessante. Visualmente a obra é impecável, a Mad House fez um trabalho exemplar, traço suave, animação de primeira, colorido maravilhoso. A trilha sonora é extremamente coerente com a temática e com o anime como um todo. Os personagens são todos bem construídos, todos tem suas motivações e crenças próprias, bem como personalidades bem críveis que fogem do padrão estilizado de alguns animes. Temos nas doses certas um pouco de comédia, drama, ação.

Não obstante o anime replica o sonhar com perfeição, inclusive a linearidade, ou a falta dela em alguns casos. Você realmente lembra de situações semelhantes que aconteceram durante nossos sonhos quando você assiste os personagens desta obra vivendo os seus.

Cenas do Anime

Cenas de Paprika

 

Um excelente trabalho conjunto da direção do anime, em ter a preocupação de ser visualmente fiel aos sonhos que temos, com o autor do livro, com a replicação fiel dos nossos sonhos no livro. Arrisco a dizer que o trabalho do Satoshi Kon é compatível com o trabalho de Christopher Nolan em Inception, com seus devidos ajustes.

Enfim, é um trabalho belo, que deve ser visto por aqueles que são fãs tanto de sci-fi quanto de anime. Se você é fã dos dois, então sinta-se no paraíso.

E para finalizar, para aqueles que curtem cosplay, olha com é fácil o de Páprika.

É isso aí pessoal, bons sonhos.

 

 

Para mais posts interessantes acesse o novo Nerdices e Afins, O BobNerd.

comentários
  1. Andhora disse:

    Ótima análise! Irei linká-la na minha🙂

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