A Física pode ficar divertida?

Publicado: 13 de julho de 2010 em Nerdices, Quadrinhos
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Howdy!?

Eu sinceramente sempre gostei de física, tanto no colégio como na universidade, apesar de fazer Computação.

Sempre gostei dos cálculos gigantes, dos arrodeios que tinha que fazer para encontrar a resposta de uma questão. Mas uma parte da física em particular eu adoro até hoje, a Física Moderna.

Simplesmente acho muito interessante a Teoria da Relatividade, Mecânica Quântica, etc. Mas penso que isso fica mais interessante ainda quando relacionado a computação, como na Computação Quântica.

Apesar de gostar e de ter professores que deixavam as coisas empolgantes, eu gostaria de ter tido uma aula da forma como vou apresentar pra vocês.

Muitos devem conhecer, mas boas idéias devem ser sempre divulgadas, e eu pelo menos considero essa uma idéia muito boa.

Desde de 1993 um professor de física  da Universidade de Minnesota, Jim Kakalios, resolveu ilustrar suas aulas com exemplos retirados unicamente das histórias em quadrinhos de heróis como o Homem-Aranha ou o Superman.

Afirma o professor e físico que tudo que aprendeu sobre ciência ele viu nos quadrinhos.

“Há mais ciência nos quadrinhos do que a gente esperaria” ele diz. “Nos quadrinhos de super-heróis, eu encontrei exemplos da descrição correta de princípios físicos de uma gama enorme de assuntos, incluindo mecânica clássica, eletricidade, magnetismo e até mesmo física quântica”, conclui.

Tanto empenho em utilizar a física e os super heróis levou ele a uma grande publicação e talvez um marco para o ensino de física, The Physics of Superheroes.

Visite o site: http://www.physicsofsuperheroes.com/

O livro está em sua segunda edição já. E bem comentado em eventos dos mais diversos tipos. No site do autor tem um relato dos principais evento em que ele divulgou seu trabalho, desde de congressos sobre física a convenções de quadrinhos.

E isso dá certo?

Veja trechos de uma matéria sobre o Jim que está no site da Scientific American Brasil.

“Histórias em quadrinhos frequentemente acertam sua física”, declarou Kakalios durante sessão de “Ciência de Super-heróis”, no encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, realizado na semana passada. “Pelo menos uma vez que se aceite uma premissa inicial impossível, como a ideia de que um homem é capaz de voar como um morcego, ou é mais veloz que um projétil disparado”, acrescentou.

O truque é transmitir a ciência sem simplificá-la excessivamente, nem entediar sua audiência, disse ele. Explicações diretas da física geralmente intimidam uma pessoa leiga a fazer perguntas. “Ela pensa que não entende [a física] porque não é suficientemente inteligente”, declarou Kakalios. Mas se professores e cientistas falam em Homem-Aranha ou Super-Homem, os leigos tendem a perguntar e podem até se lembrar de alguns princípios de mecânica quântica ou da Segunda Lei de Newton.

Clique aqui para ler toda a notícia.

Vamos à um exemplo prático, (trecho retirado do site Galeria de Heróis):

Durante a década de 60, um dos personagens mais populares das histórias em quadrinhos, o Homem-Aranha, viveu um de seus momentos mais dramáticos: a morte de sua namorada Gwen Stacy arremessada do topo da ponte George Washington por seu arquiinimigo, o Duende Verde.

Bem que o herói tentou salvá-la com sua teia, mas não adiantou: o choque foi fatal e Gwendolyne Stacy morreu durante a queda.

Pelo menos, essa foi a explicação dada pelos editores e que povoou a mente de milhares de fãs até o ano de 1995, quando o professor James Kakalios, da Universidade de Minnesota nos Estados Unidos, desvendou esse mistério de mais de 20 anos!

O motivo da morte? Pescoço quebrado. A explicação? O princípio da conservação do momento! Mesmo tendo alcançado sua namorada com sua teia, antes que ela atingisse o chão, a constante elástica da teia não foi suficiente para amortecer o impacto da parada brusca.

Clique aqui para ver todo o post.

Mas será que todos iam gostar desse tipo de aula?

O Jim Kakalios tem uma boa resposta para essa pergunta:

Os epítetos, antes dolorosos e depreciativos, de “nerd” e “geek” (pessoa chata, incomum e impopular) estão perdendo as conotações negativas, afirmou Kakalios, […] e acrescenta: “Ninguém quer um neurocirurgião burro. Ninguém quer um mecânico idiota. Você quer as pessoas mais qualificadas e inteligentes que puder ter”.[…]

Concordo totalmente com ele, apesar de que sempre vão existir aqueles que acham que chamar alguém de Nerd é chingamento, ou os próprios Nerds que acham que isso é depreciativo, ou aqueles que acham que ser Nerd é se isolar num quarto, detestar sair de casa, não ter uma mulher e etc.

O que o Jim faz está além de qualquer rótulo, apesar de hoje me dia você se interessar ou não por quadrinhos, você alguma vez na sua vida curtiu super heróis, e em alguns caso é bem mais fácil de entender determinado assunto se for visto de forma divertida e despretensiosa.

A opinião deste que vos escreve:

Eu mesmo sou um educador, professor de computação, pretendo chegar a professor universitário. E constantemente estamos procurando novas formas de ensinar computação às pessoas, de modo que não seja cansativo. Apesar de que para alguns a computação em si seja algo excitante, para outros é um saco ter que ficar de frente pra um monitor boa parte do seu tempo utilizando as mais diversas ferramentas para realizar seu trabalho.

Creio que qualquer forma de melhoria no ensino deve ser abraçada, divulgada e desenvolvida, pois sabemos que desde que a sociedade da informação foi concebida, o ensino tem tido dificuldades em fazer com que os alunos tenham interesse na matéria lecionada.

Esse tipo de estratégia resgata o interesse dos alunos tornando a aula mais produtiva e eficiênte.

Não que este seja a salvação para o ensino de física, mas que estratégias semelhantes podem ser desenvolvidas e que se bem trabalhadas podem obter sucesso semelhante ou maior.

Que este exemplo seja adotado para outras matérias também, não só para a física.

Onde você pode adiquirir o livro?

http://www.amazon.com/

Até a próxima!!

Para mais posts interessantes acesse o novo Nerdices e Afins, O BobNerd.

comentários
  1. Andhora disse:

    Mega-post!! Você se superou nesse, hein? Achei fantásticas as ideias desse professor. Na minha opinião, a Física em si já é divertida… Mas vista sob esse contexto dos quadrinhos pode se tornar ainda mais. De fato no universo das HQ’s a ciência tem uma abordagem muito forte e signifgicativa. Todas as histórias se desenrolam com base em teorias científicas, que na prática podem parecerem absurdas, mas são ideias que não são totalmente descartáveis, impossíveis de ocorrer… é um tripé fabuloso: ciência – mistério – imaginação.

  2. Esdras disse:

    É uma ótima idéia, inclusive eu sempre pensei em coisas do tipo. Também acho a física fascinante, e vejo que muitas pessoas não se interessam por ela pelas aulas. Vejo toda vez um aluno falar: “Aff, agora é aula de física”. Mas o que eu sempre quis que acontecece eram alunos falarem: “aew, agora é aula de física”, o que não acontece muitas vezes. Claro que há professores muito bons e qualifcados, e que muitas vezes conseguem tornar uma aula bem produtiva pra todo mundo, mas é uma parcela deveras menor que a outra.

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