Top 100 das Melhores histórias em quadrinhos dos anos 80

Publicado: 23 de junho de 2010 em Nerdices, Quadrinhos

Os saudosos anos 80. Sinceramente eu queria ter vivido nessa época. Existia tanta coisa legal, foi uma época muito interessante.

E considerada uma das melhores, se não a melhor época para os quadrinhos. As melhores histórias surgiram nessa época. Histórias que marcaram personagens, cenários, etc.

Hoje em dia existem boas história também, e os anos 80 não estão livres de grandes mancadas. Mas creio que a quantidade de boas histórias era maior nessa década do que hoje.

Baseado nisso, o blog Comics Should Be Good no começo deste ano realizou uma pesquisa entre seus leitores para saber a melhor revista em quadrinhos dos EUA.

Eu sinceramente concordei com algumas das posições das revistas. Não entendi porque algumas das revistas que eu acho maravilhosas, como as do Neil Gaiman, tiveram posições baixas.
Mas também, concorrendo com Grant Morrison, Frank Miller, Allan Moore, Chris Claremont, isso é compreensível. Mas o cara ficou muito bem, teve uma das suas histórias em 8º lugar.

Mas enfim vamos aos comentários de algumas das obras que eu já li.

Começando por ela:

8. “Season of Mists” by Neil Gaiman, Kelley Jones, Mike Dringenberg, Malcolm Jones III, Matt Wagner, Dick Giordano, George Pratt, and P. Craig Russell (Sandman #21-28) – 752 points (18 first place votes)

Eu gosto muito das histórias de Neil Gaiman. Essa particularmente eu não li. Mas  ele criou uma mitologia própria, misturando lendas urbanas, mitologia clássica e muitas outras coisas. A forma como escreve quadrinhos é única.

Ele não cria apenas mocinhos e bandidos, ele cria personagens que possuem interesses. Algo bem mais profundo do que rotular determinado personagem como vilão ou como herói.

Os seus personagens mais conhecidos são os Perpétuos. Eles são entidades presentes na cultura humana de uma forma geral, não são divindades, mas independente da época em que a humanidade se encontra essas entidades estão presentes. A forma como ele aborda as divindades também é algo bem diferente, outro dia faço um post sobre isso.

São eles: Destino, Morte, Sonho, Destruição, Desejo, Desespero e Delírio.
Deles os mais famosos são:

O Sonho, ou Sandman, Morpheus e etc.


É o personagem principal da maioria de suas histórias. Ele é o senhor dos sonhos. Governa seu mundo com sabedoria e pulso firme. É aquele que cede os sonhos para os mortais.

Os sonhos são um aspecto importantíssimo da humanidade, sem ele os homens não criariam, não ousariam. Se não fosse esse aspecto ainda estaríamos vivendo em cavernas.

Nessa história em particular, Estação das Brumas. Sandman vai atrás de sua esposa no inferno, e passa por poucas e boas até conseguir derrotar Lúcifer e tomar a chave do Inferno dele. Esta obra está na minha lista “Quadrinhos urgentes que precisam ser lidos”.

A Morte. A visão de Gaiman é diferente das visões que temos sobre a Morte, ela não é uma caveira vestida com um manto negro e com uma um foice nas mãos.



Ela é uma linda e carismática garota gótica, que cumpre o seu trabalho muito bem.



Ela governa o mundo dos mortos e é responsável por guiar as almas das pessoas para lá. Ao contrário do que pensamos o mundo dos mortos, é algo bastante divertido. A morte faz com que a estadia das pessoas em seu reino seja bastante confortável. Se puder leia a obra derivada do mundo de Sandman, Morte – A festa. É obrigatória para os fãs de Neil Gaiman.

Mas vamos para as outras obras, senão fico aqui falando o post todo sobre as obras de Neil Gaiman.

5. “Dark Knight Returns” by Frank Miller and Klaus Janson (Batman: The Dark Knight #1-4) – 1112 points (24 first place votes)

Eu digo com orgulho que li essa série. Um das séries mais bem feitas do Batman, e porque não dizer? A Melhor.

Essa série mostra que o Batman não é apenas um nome para Bruce Wayne, mas uma parte do próprio. É um vício, é talvez o Bruce real. A máscara é o Bruce Wayne.

O nosso playboy favorito está com 55 anos e a 10 anos vive sem atuar como Batman pelas ruas de Gotham City, resultado…..crimes acontecendo a torto e a direito.

Então nosso querido vigilante volta a agir. Junto com ele O Duas Caras e o Coringa. Além de um novo inimigo, o líder de uma gangue conhecida como: Os Mutantes. Mas agora Burce Wayne está velho, apesar de ter um bom preparo físico, e a idade está cobrando o seu preço.

A obra é maravilhosa, cheia de surpresas. Obrigatória à todos os fãs do Batman e recomendada para todos os fãs de quadrinhos.

2. “The Dark Phoenix Saga” by Chris Claremont, John Byrne and Terry Austin (X-Men #129-137) – 1472 points (59 first place votes)

É de longe a melhor época dos X-Men. Depois dessa época, os mutantes nunca mais foram os mesmos. Não que hoje não existam boas histórias, mas na minha opnião, em relação aos X-men, existem poucas boas histórias. Eu sou um fã tradicional.

E se realmente quiser conhecer a Fênix Negra, não assista aquela merda de filme entitulado: X-men III – O Confronto Final, onde a mesma foi reduzida à uma segunda personalidade de Jean Grey.

A Fênix Negra está muito além disso, é muito mais poderosa e perigosa. Não é só um espírito de Pomba-Gira Assassina.

1. “Watchmen” by Alan Moore and Dave Gibbons (Watchmen #1-12) – 2003 points (78 first place votes)

Considerada por 99,99999% dos leitores de quadrinhos como a melhor história em quadrinhos de todos os tempos, e por mim também. Watchmen é definitivamente tudo isso e muito mais.

Eu não conhecia essa série até a chegada do filme, e como costumo fazer com filmes baseados em livros, eu corri atrás de ler a obra antes de assistir o filme.

Me encantei pela realidade que Allan Moore criou, o legal é que ele tenta aproximar o universo de vigilantes mascarados e supers ao nosso universo.

Ele imagina de forma bastante crível como o nosso mundo seria se estes seres existissem, o que os governos fariam, como as pessoas reagiriam, e por aí vai.

Os  “heróis” de Moore não são aqueles personagens moralmente perfeitos, que ajudam o mundo sem esperar nada em troca. Que mal fazem sexo. Que nunca vão contra as leis. e por aí vai.

Os heróis são pessoas que fazem julgamentos, muitas vezes não são politicamente corretos. Tomam atitudes que precisam ser tomadas, e não o que seria correto fazer.

Existem vigilantes homossexuais, alcoólatras, violentos e por aí vai.

Uma abordagem extremamente verossímil e revolucionária na para a época. Se hoje em dia é um grande “tabú” criar histórias com personagens homossexuais, imagine na década de 80.

É uma história, na minha opinião, revolucionária em muitos outros aspectos. Realmente, se você nunca leu Watchmen e é fã de quadrinhos, é um herege. Corra e leia essa maravilhosa série.

Então, por hoje é só.

p.s.: Esse post é uma postagem aproveitada de um antigo blog meu. Eu não gostei do fim que o mesmo levou e excluí. Felizmente guardei esse post para utilizar num futuro não tão distante.

Comentários
  1. Andhora disse:

    Conheço quase todas as HQ’s citadas aqui, exceto Sandman que também não li. Dark Knight Returns é o máximo e The Dark Phoenix Saga gosto muito (considero Phoenix uma das vilãs mais poderosas que já vi.) Gostei da colocação de que Watchmen é revolucionária, pois é uma história que realmente foge dos padrões…

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